Uma análise estratégica sobre como empresas de tecnologia estão reposicionando canais para atingir compradores com real poder de decisão

No contexto atual do B2B, especialmente em setores como tecnologia aplicada ao varejo, supply chain, rastreabilidade e dados, a principal barreira para crescimento não está na capacidade de gerar leads, mas sim na capacidade de acessar decisores qualificados no momento correto da jornada de compra.

Esse cenário se torna ainda mais crítico quando analisamos a estrutura típica de decisão em grandes empresas. Diferente de mercados transnacionais, soluções como RFID, integração de dados, automação logística e padronização envolvem múltiplos stakeholders, ciclos longos de validação e alto impacto operacional.

Isso significa que o processo de compra não é apenas racional, ele é coletivo, técnico e altamente criterioso.

Nesse contexto, estratégias tradicionais de aquisição, baseadas exclusivamente em mídia digital ou outbound escalável, apresentam limitações claras.

  • Falta de contexto operacional
    Sem interação direta, é difícil compreender o cenário real do cliente, suas restrições e prioridades. 
  • Diluição do poder de decisão
    Mesmo quando o lead é qualificado, ele raramente é o decisor final, o que adiciona camadas ao processo comercial. 

Esse cenário gera um efeito direto: aumento do CAC, alongamento do ciclo de vendas e redução da previsibilidade do pipeline.

A mudança de estratégia: canais orientados a contexto e intenção

Empresas mais maduras estão reposicionando seus canais de aquisição, buscando ambientes onde três fatores estejam presentes simultaneamente:

É nesse ponto que o ecossistema GS1 ganha protagonismo.

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O papel do ecossistema GS1 na geração de oportunidades

A GS1 é uma organização global responsável por padrões que sustentam operações críticas do varejo e da indústria, como códigos de barras, identificação de produtos, rastreabilidade e integração de dados.

Mais do que uma entidade normativa, ela representa um ponto de convergência entre:

  • Indústrias 
  • Varejistas
  • Operadores logísticos 
  • Empresas de tecnologia 
  • Especialistas em dados 

Esse ecossistema cria um ambiente onde os desafios são compartilhados e as soluções são buscadas de forma ativa.

Ou seja, não se trata de audiência — trata-se de comunidade com demanda estruturada.

Eventos como ponto de concentração de decisores

Eventos como o Brasil em Código representam a materialização desse ecossistema em um ambiente de alta densidade decisória.

Diferente de outros canais, eles concentram:

  • Executivos com responsabilidade sobre inovação 
  • Líderes de supply chain e operações 
  • Decisores de tecnologia 
  • Gestores envolvidos em projetos de transformação 

E, mais importante: esses profissionais estão presentes com um objetivo claro, buscar soluções, validar fornecedores e avançar em decisões.

Isso altera completamente a dinâmica de acesso.

Ao invés de tentar “chegar até o decisor”, sua empresa passa a estar no mesmo ambiente que ele, quando ele está mais receptivo.

Impacto direto na eficiência comercial

Essa mudança de contexto gera impactos mensuráveis no funil:

  • Taxa de qualificação aumenta: leads já chegam com problema estruturado 
  • Tempo de avanço reduz: menos etapas de educação e convencimento 
  • Ciclo de vendas encurta: decisões avançam mais rapidamente 
  • CAC diminui: menor esforço para converter 

Além disso, existe um ganho qualitativo relevante: profundidade de interação.

Enquanto no digital a comunicação é limitada, no ambiente presencial é possível:

  • entender o cenário real do cliente 
  • mapear stakeholders envolvidos 
  • apresentar soluções de forma contextualizada 
  • avançar diretamente para próximos passos comerciais 

Intenção como principal diferencial

Um dos fatores mais críticos nesse modelo é a intenção.

  • Em canais digitais, intenção precisa ser inferida.
  • Em eventos técnicos, ela é explícita.

O visitante não está ali por acaso. Ele está investindo tempo para resolver problemas. Isso transforma a abordagem comercial.

A conversa deixa de ser introdutória e passa a ser orientada a solução.

Posicionamento estratégico no momento certo

Outro ponto relevante é o posicionamento.

Estar presente em um ambiente técnico e validado pelo mercado posiciona sua empresa como parte ativa do ecossistema.

Isso influencia diretamente:

  • percepção de autoridade 
  • confiança do decisor 
  • probabilidade de escolha 

Empresas que operam nesse modelo deixam de competir apenas por atenção e passam a competir por relevância.

O custo de não acessar esses ambientes

Enquanto algumas empresas evoluem nesse modelo, outras permanecem dependentes de canais saturados.

Isso gera riscos claros:

  • Perda de oportunidades para concorrentes 
  • Redução de visibilidade em ambientes estratégicos 
  • Dificuldade de acesso a decisores 

No médio prazo, isso impacta diretamente a capacidade de crescimento.

Conclusão

A evolução do mercado B2B exige uma revisão dos canais de aquisição.

Mais do que gerar leads, é necessário acessar decisores no momento certo, com contexto e intenção.

O ecossistema GS1 e eventos como o Brasil em Código representam uma das formas mais eficientes de estruturar esse acesso.

Se sua empresa precisa acessar decisores do varejo, indústria e supply chain com eficiência e contexto, esse é o ambiente ideal.

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São Paulo – Arca I 06 de agosto de 2026